Sejam bem-vindos ao blog 'Magnetismo'!

Abordaremos aqui temas especialmente relacionados ao 'Magnetismo Animal', suas aplicações aos métodos de cura e sua ligação com a Doutrina Espírita, entre outros temas afins.

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segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Arrumando a casa mental



Desde as culturas mais remotas encontramos referências à influência exercida por seres invisíveis.

Na antiga Grécia eram os deuses que interferiam no destino humano, de conformidade com seus humores e caprichos.


Na Idade Média consagrou-se a ideia do demônio, ser rebelado contra Deus, especializado em atazanar os homens, induzindo suas vítimas à perdição.

Sabemos hoje que os invisíveis são as almas dos mortos, homens desencarnados, que agem de conformidade com suas tendências e desejos.

O chamado plano espiritual é apenas uma proteção da crosta terrestre. Começa exatamente onde estamos. Boa parcela dos defuntos aqui permanece, exercendo sobre nós ampla e insuspeita pressão psíquica.


Na questão 459, de O Livro dos Espíritos, os mentores que assistiam Kardec nos fornecem a notícia de que essa influência é tão grande que não raro eles nos dirigem.

Algo para se pensar, não é mesmo, caro leitor?

Muitas pessoas, nos Centros Espíritas, são informadas de que seus problemas estão relacionados com a presença de inimigos espirituais que as assediam buscando desforra por passadas ofensas.

Em princípio está certo.

Problemas físicos e psíquicos que resistem aos recursos da Medicina podem originar-se dessa influência, com a possibilidade de se tornarem crônicos, porquanto os médicos ignoram as causas. Cuidam precariamente dos efeitos.

Mas há um detalhe:

Nem sempre estamos às voltas com vingadores.

Nem sempre essa pressão envolve motivação passional.

São Espíritos presos à vida material, aos seus vícios e interesses.


Sofrem por isso um adensamento do corpo espiritual. Isto os leva a viver como se fossem encarnados, sentindo necessidades relacionadas com alimentação, abrigo, sexo, vícios...

Daí ligarem-se aos homens, nutrindo-se de seu magnetismo, e satisfazendo seus anseios nos domínios das sensações.

Esses ‘‘hóspedes’’ não intentam nos prejudicar.


A expressão mais correta seria explorar.

Exploram nosso psiquismo, servem-se dos fluidos densos que lhes possamos oferecer.

É uma associação perturbadora, porquanto nos sujeita aos seus desajustes. E nos exaure psiquicamente, já que eles agem como autênticas sanguessugas espirituais.

Durante seu apostolado houve frequentes contatos de Jesus com tais Espíritos, chamados por seus contemporâneos imundos, impuros, maus... Vezes inúmeras os afastou de suas vítimas, usando de sua irresistível força moral.

E o Mestre antecipava o conhecimento espírita, ao dizer, textualmente (Mateus, 12:43-45): Quando o Espírito impuro tem saído dum homem, anda por lugares áridos, procurando repouso; não o encontrando, diz: - Voltarei para minha casa, donde saí. E, ao chegar, acha-a desocupada, varrida e adornada. Então ele vai, e leva consigo mais estes Espíritos piores do que ele, e ali entram e habitam. O último estado daquele homem fica sendo pior que o primeiro.

A casa a que se refere Jesus é a mente humana, habitada por nossos pensamentos.

A estrutura, organização e disposição dependem do morador - a vontade.

Uma casa escura - morador deprimido.

Uma casa abafada - morador pessimista.

Uma casa em desordem - morador confuso.

Uma casa iluminada - morador feliz.

Uma casa arejada - morador animado.

Uma casa bem arrumada - morador organizado.

Por que Espíritos desajustados nos envolvem e influenciam tão facilmente?

Podemos responder com a velha pergunta de algibeira:

Por que o cachorro entra na Igreja?

Ora, entra porque a porta está aberta!

Exatamente o que acontece com essas entidades.

Aproximam-se de nós, envolvem- nos, invadem nossa casa mental porque, segundo a expressão evangélica:

Está desocupada - vazia de ideais superiores, de motivação existencial.

Está varrida e adornada - atraente para os invasores, receptiva às suas sugestões.

A intervenção dos benfeitores desencarnados e os recursos mobilizados no Centro Espírita promovem seu afastamento.

Todavia, isso não é o bastante.

Fundamental que aprendamos a nos defender, que tenhamos cuidado, porquanto pode ser que eles resolvam voltar e venham acompanhados de outros iguais ou piores. O estrago será maior.

Necessário, portanto, fechar a porta, impedir seu acesso.

Na questão 469, de O Livro dos Espíritos, Kardec pergunta aos mentores espirituais como podemos fazer isso.

A resposta é bastante elucidativa: ‘‘Praticando o bem e pondo em Deus toda a vossa confiança (...).’’

Quem se empenha em servir e tem certeza da proteção divina resguarda a casa mental contra malfeitores e desocupados do Além.

Uma pergunta que deveríamos formular a nós mesmos:

Que tipo de gente recebemos em nossa casa mental?

Não é difícil definir.

Basta analisar como estamos, nossas emoções e sentimentos.

Talvez seja preciso despejar hóspedes indesejáveis e convidar outros mais recomendáveis, em favor de nossa paz.


Por: Richard Simonetti

Retirado do blog Doutrina Espírita


segunda-feira, 16 de novembro de 2009

O Magnetismo nas Crianças



Nas crianças, em quem o movimento natural não é ainda contrariado pelos maus hábitos de uma vida mal regulada, a ação magnética é mais notável, mais pronta e salutar que entre as pessoas adultas; e o mesmo se dá com os animais. As crianças e os animais são geralmente muito sensíveis ao magnetismo, e obtém-se sobre eles curas muito rápidas.

Trouxeram-me um dia uma criança de três ou quatro anos, cujo estado doentio inquietava muito os pais; era o filho do professor de música de meu filho. Estava pálido, triste, já havia muitos dias que não digeria nada, seu olhar era fixo e sem expressão, e uma grande rigidez da coluna vertebral dava-lhe uma contratura dos rins, do pescoço e da cabeça, impedindo-o de equilibrar-se nas pernas e de dar um passo. Tomei a criança em meus joelhos, fiz-lhe imposições e passes, insuflações quentes nas costas e na nuca e, em alguns minutos, um quarto de hora apenas, sob esta ação vivificante a criança pareceu renascer, os olhos recuperaram a sua animação habitual, os músculos distenderam-se, moveu a cabeça, e quando a pus de pé, começou a caminhar pelo quarto para receber um doce que se lhe mostrava à distância. Esses poucos minutos de magnetização bastaram para dominar um estado mórbido inquietador, que já durava há muitos dias e que cessou como por encanto; porque, desde essa noite, o apetite, a alegria, o funcionamento regular do organismo recomeçaram como se a criança nunca tivesse estado doente.

Este é um exemplo entre mil; mas não há uma enfermidade da infância, febre, diarréia, constipação, vômitos, convulsões, moléstias eruptivas, tosse, coqueluche, que não possa ser imediatamente sustada por uma ou duas magnetizações feitas em tempo oportuno, antes que essas lutas ou esses desvios de crescimento não tenham tido tempo de tomar uma feição séria.

Combati deste modo a pé firme todos os males aos quais meu filho, como toda a criança, teve de pagar seu tributo, e evitei assim toda a complicação, travando-os em seu desenvolvimento.

Deleuze, Aubin Gauthier, o Dr. russo Brosse, e o Dr. bavaro Muck, citam grande número de casos deste gênero, cuja relação se encontra nos “Annales Magnétiques”; e mais recentemente, numa brochura de que se falou muito, o Dr. Liébault, de Nancy, relatou grande cópia de experiências feitas por ele sobre crianças com menos de dois anos, experiências concludentes, que não só dão um exemplo admirável da ação puramente física do magnetismo e de sua grande eficácia nas moléstias da infância, como também provam a prontidão com que esta ação se exerce sobre as crianças de tenra idade.

Por: Alphonse Bué
Do livro: Magnetismo Curador

sábado, 7 de novembro de 2009

O pensamento é forma




O sentimento inspira. O pensamento plasma. A palavra orienta. O ato realiza.

Figuremos, assim, a ideia como sendo a fonte, nascida no manancial do coração e traçando a si mesma o curso que lhe é próprio.

O pensamento vibra, desse modo no alicerce de todas as formas e de todas as experiências da vida.

Pensando, o arquiteto imagina o edifício a elevar-se do solo, o técnico cria a máquina que diminui o esforço braçal do homem, o escultor arranca ao mármore os primores da estatuária e o artista compõe sublimadas formações de beleza, endereçando apelos à ciência e à virtude.

E é também pensando que o usurário levanta para si mesmo o inferno da posse insaciável, que o viciado gera as fantasias monstruosas que o conduzem à delinquência, que o criminoso se arroja aos abismos da perversidade, nos quais se afogará em desilusão, e que o preguiçoso coagula para si próprio os venenos da inércia.

Em razão disso, depois da morte do corpo, mais intensivamente vive a alma nas criações a que se afeiçoa.

Isso não quer dizer que haja retrocesso na marcha evolutiva do espírito, mas estagnação do ser nas formas infelizes em que se compraz, pelo próprio pensamento desgovernado e delituoso.

Com isso, desejamos igualmente dizer que todos influenciamos e somos influenciados. Agimos e reagimos. E, se os missionários do bem recebem dos planos superiores a força que lhes enriquece as ações para a vitória da luz, os tarefeiros do mal recolhem dos planos inferiores as sugestões que lhes infelicitam a senda, inclinando-os aos resvaladouros da treva.

Recordemos o magnetismo desvairado das inteligências que se transviam nas sombras e compreenderemos a loucura temporária que ele pode trazer às almas que o provocam.

- “Viverá o homem onde situe o coração” – diz-nos o Evangelho e podemos acrescentar, sem trair o ensinamento do Senhor, que onde colocarmos o pensamento – força via de nosso coração – aí se manifestará, como é justo, a forma de nossa vida.

Por: Emmanuel
Da obra: “Semeador em tempos novos”
Psicografia: Francisco Cândido Xavier

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Companhias Espirituais




(...) criando imagens fluídicas, o pensamento se reflete no envoltório perispirítico, como num espelho; toma nele corpo e aí de certo modo se fotografa. (...) Desse modo é que os mais secretos movimentos da alma repercutem no envoltório fluídico; que uma alma pode ler noutra alma como num livro e ver o que não é perceptível aos olhos do corpo.” (A Gênese, Allan Kardec, capítulo 14º, Item 15.)


A uma simples vibração do nosso ser, a um pensamento emitido, por mais secreto nos pareça, evidenciamos de imediato a faixa vibratória em que nos situamos, que terá pronta repercussão naqueles que estão na mesma frequência vibracional. Assim, atrairemos aqueles que comungam conosco e que se identificam com a qualidade de nossa emissão mental.

Através desse processo, captando as nossas intenções, sentindo as emoções que exteriorizamos e “lendo” os nossos pensamentos é que os Espíritos se aproximam de nós e, não raro, passam a nos dirigir, comandando nossos atos. Isso se dá imperceptivelmente.

Afinizados conosco, querendo e pensando como nós, fácil se torna a identificação, ocorrendo então que passamos a agir de comum acordo com eles, certos de que a sua é a nossa vontade - tal a reciprocidade de sintonia existente.

Não entraremos na questão do livre-arbítrio, sobejamente conhecida dos espíritas. Sabemos que a nossa vontade é livre de aceitar ou não estas influenciações. Que a decisão é sempre de nossa responsabilidade individual.

O importante é meditarmos a respeito de quanto somos influenciáveis, e quão fracos e vacilantes somos. O Espiritismo, levantando o véu dos mistérios, nos traz a explicação clara demonstrando-nos a verdade e, através desse conhecimento, nos dá condições de vencer os erros e sobretudo de nos preservarmos de novas quedas.

Fácil é pois, aos Espíritos, nos dirigirem. Isto acontece com os homens em geral, sejam eles médiuns ostensivos ou não.

É que, como médiuns, todos somos sensíveis a essas aproximações e ninguém há que esteja absolutamente livre de influenciações espirituais. Escolher a nossa companhia espiritual é de nossa exclusiva responsabilidade. Somos livres para a opção.

No passado, sabemo-lo hoje, escolhemos o lado das sombras, trilhando caminhos tortuosos, tentadores, e que nos pareciam belos. Optamos pelo gozo material, escolhendo a estrada do crime, onde nos chafurdamos com a nossa loucura, enquanto fazíamos sofrer os seres que de nós se aproximavam. Muitos de nós ouvimos a palavra do Cristo e tivemos a sagrada ensancha de optar entre a luz e a sombra. Mas, aturdidos e ensandecidos, preferimos Mamon e César.

Após essa desastrosa decisão, que repercutiria em nosso mundo intimo, em tragédias de dores acerbas e sofrimentos prolongados pelos séculos a fora, fomos rolando, quais seixos levados pela caudal de águas turbilhonantes, tendo junto a nós aqueles que elegemos como companheiros de jornada. Até que chegamos, finalmente, ao porto seguro do Consolador.

Toda essa trajetória está magnificamente narrada por Joanna de Ângelis, no capitulo 24 do seu livro “Após a Tempestade”. E ela nos adverte de que já não há mais tempo a perder: “Estes são os momentos em que deveremos colimar realizações perenes. Para tanto, resolvamo-nos em definitivo a produzir em profundidade, acercando-nos de Jesus e por Ele nos deixando conduzir até o termo da jornada.”

Eis a opção que o Espiritismo nos faculta agora. Escolha consciente, amadurecida. Escolha feita por quem já sabe e conhece. Por isto mesmo muito mais responsável.


Do livro “Obsessão e Desobsessão” - Suely Caldas Shubert


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O pensamento é o laço que nos une aos Espíritos, e pelo pensamento nós atraímos os que simpatizam com as nossas ideias e inclinações”. Allan Kardec
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quarta-feira, 21 de outubro de 2009

A Grande Instrutora




Benemérita instrutora existe, cuja visitação sempre recebemos com alarme e às vezes com reclamações infindáveis.

Orienta sem gritaria e ampara sem violência.

Semelhante mentora palmilha todas as estradas humanas e chama-se “enfermidade”.

Nesta afirmativa não há lirismo simbólico.

Desejamos apenas considerar que a doença é a correção provocada por nossos próprios desequilíbrios, agora ou no passado, ateando, a fim de que não venhamos a cair em maiores padecimentos na esteira do tempo.

Por isso mesmo, vale receber-lhe a presença com respeito, moderação e bom ânimo.

Se a dor te não impede a movimentação orgânica, persevera com o trabalho, sem desprezá-la, embora não possas atender a todos os deveres na feição integral, e não olvides que enquanto o corpo é suscetível de ação própria, é o melhor reconstituinte para as deficiências da vida física e o melhor sedativo para os aborrecimentos morais.

Se a enfermidade age nas células que permanecem a teu serviço, confia-te ao pensamento reto.

Nunca te entregues à revolta, ao desalento ou à indisciplina.

Esse trio de sombras te encarceraria em maiores conflitos mentais.

A mente insubmissa ou desesperada não poderá governar o cosmo vital a que se ajusta, agravando os seus próprios problemas.

Ergue-te, em espírito, na intimidade do coração, trabalha sempre e não percas o sorriso de confiança. Cada dia é nova folha do livro infinito da vida e a proteção do Senhor não nos abandona.

Se tens o corpo atado ao leito, incapaz de mobilizar as próprias energias em benefício de ti mesmo, recorda que, por vezes, a lição da enfermidade deve ser mais longa, em favor de nossa grande libertação no futuro.

Toda perturbação guarda origens profundas na alma e, se o veículo físico passará sempre, à feição de veste corruptível, o espírito é o herdeiro da Vida Imortal.

Indispensável pensar nisso para que a serenidade nos dignifique nas horas de crise, porquanto representam grande apoio para nós mesmos a calma e a coragem que espalhamos naqueles que nos cercam.

O doente inconformado é um centro de sombrios pensamentos, ligados à discórdia, à rebelião e ao desânimo.

A enfermidade exerce a função de mestre precioso.

Faz silêncio em ti e ouve-lhe os avisos ligeiros ou as advertências profundas.

E ainda que te encontres à frente da morte, lembra-te do Amigo Divino que demandou a ressurreição, através do leito erguido na cruz, usando o infinito amor e a extrema renúncia, no próprio sacrifício, para sanar as dores da Humanidade.


Emmanuel
Do livro “Visão Nova”
Recebido por Francisco Cândido Xavier

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